quinta-feira, junho 27, 2013


Como agir com as crianças muito pequenas que começam a descobrir o corpo?

Antes de qualquer explicação teórica sobre o desenvolvimento da sexualidade infantil, é importantíssimo que saibamos que desde os primeiros dias de vida nossa sexualidade está em pleno desenvolvimento. Quando afirmo e esclareço isto para os pais, alguns ficam até de cabelo em pé e não entendem como uma criança de pouquíssimos meses de vida pode estar em pleno desenvolvimento da sexualidade. 

Como agir com as crianças muito pequenas que começam a descobrir o corpo?


O bebê recebe e capta diferentes sensações e estímulos pela pele, pelo corpo, pelos olhos e ouvidos, pelas mãos e pés e também quando são tocados na região intima diante de uma troca de fraldas e/ou higienização, por exemplo. Todas estas sensações são sentidas pelo bebê, sendo um meio importantíssimo para a descoberta das partes do corpo e das sensações de prazer diante de vários estímulos que o agrada. 

O toque é um estímulo tátil que gera muito prazer para o bebê. Assim, além de gostar do toque dos pais e/ou dos principais cuidadores pelo corpo, o bebê, ao longo de seu amadurecimento e desenvolvimento, aprende e gosta de tocar o seu corpinho também, incluindo a descoberta dos órgãos genitais. 

E essa descoberta acontece ainda no primeiro ano de vida. A criança pode apertar, enfiar os dedinhos, esticar e olhar com toda atenção e curiosidade para a sua região íntima. E isto é totalmente normal! 

Porém, como o prazer da criança até dois anos de idade concentra-se na boca (oralidade), estes comportamentos típicos da descoberta dos órgãos genitais é muito menos frequente do que na faixa etária ao longo do segundo, terceiro e quarto ano de vida. 

Nestas fases, não apenas o toque em si mesmo estará presente, mas o toque no outro, assim como a descoberta das semelhanças e diferenças entre os gêneros permeará o desenvolvimento normal da sexualidade. Portanto, tocar, olhar o órgão genital de crianças da mesma idade, do mesmo e/ou diferente gênero são comportamentos normais e que devem ser esperados pelos pais e educadores. Isto acontecerá por pura e exclusiva curiosidade! 

Os pais devem observar estes comportamentos de perto, é claro. Mas, caso ocorra com crianças da mesma idade, devem encarar como um aprendizado diante de muita curiosidade. Fiquem tranquilos que mesmo diante das apalpações, o orgasmo não ocorrerá. As crianças estão apenas captando e compreendendo as informações sensitivas e perceptivas. Portanto, brincadeiras de médico, levantar a saia, tirar a bermuda e até experimentar as diferenças feminina e masculina de fazer xixi ocorrerão. 

Quanto à masturbação, não se descabelem se este comportamento ocorrer na fase seguinte. O ato é um comportamento de autodescobertas e muito normal para o desenvolvimento da sexualidade de qualquer ser humano, incluindo, portanto, as meninas e os meninos. 
Mas, atenção! A preocupação deve ocorrer se estes comportamentos acontecerem entre crianças de idades diferentes. Observe se há uma diferença maior e/ou igual a quatro anos. Caso exista, este acontecimento deverá ser abordado de forma diferente e seguindo a lógica do abuso sexual e não do desenvolvimento normal da sexualidade infantil. 

Teresa Ruas, especialista em desenvolvimento infantil e consultora Fisher-Price.

21 comentários:

  1. Excelente post Edi, nos mamães e papais não podemos ignorar essas fazes devemos conhece-las, pois se existir uma sexualidade muito ativa deve-se aumentar o monitoramento prá verificar se não há nada de errado acontecendo

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    1. Isso mesmo! Tem muita mamãe que fica apavorada e desconhece essa fase dos pequenos. Precisam ter conhecimento para acompanhar certinho.
      Beijos

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  2. Aqui fui tudo bem tranquilo, ainda bem! Bjs

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  3. Adorei o post!
    Meu bebe esta nessa fase de ficar olhando e segurando o piupiu...rsrs
    O outro esta na fase de querer saber pq homem e mulher sao diferentes...rsrs

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    1. Dani, eles são espertíssimos, genteeee de Deus. Como segurar? rs
      Eu já estou ensaiando um repertório aqui rs
      Beijos

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    2. Pior que agora meu filho sempre me pergunta como o bebe saiu da minha barriga...rsrs....dai ele mesmo responde: Ah, o medico tirou ne? rsrs
      Soh quero ver qdo ele me perguntar como o bebe entrou.....kkkkkk

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  4. Cedo o tarde eles vão descobrir, temos que ficar atentas e esclarecer as dúvidas, orientar. Aqui em casa sou eu que tenho as conversas difíceis...rs, Uma vez vi um psicólogo explicando que nunca devemos deixar uma pergunta no ar, sem resposta. Respondo tudo, até o ponto que eles estão curiosos, depois fico aguardando mais perguntas.
    bjoss.

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    1. Está coberta de razão. Eles não podem ficar inseguros e não receber a resposta do "porto seguro" deles, que somos nós. Precisam e merecem de respostas, logicamente de acordo com a idade e mentalidade deles.
      Beijos

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  5. Que interessante, as vezes os pais se preocupam e acabam reprimindo um comportamento que é completamente normal e que faz parte do desenvolvimento infantil!
    É importante deixar que a criança se descubra e descubra o outro tbm.
    bjoo

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    1. Exatamente, Laurinha. Nós levamos um susto com a atitude que é completamente normal.
      Por isso, a informação é indispensável!
      Beijos

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  6. Perfeitooo mãae... você é óooootimaa com oq posta pra gente ^^

    Assim, eu vou aprendendo mais coisas
    pra quando for mãae :)

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  7. Nossa que interessante não sabia dessas coisas :0
    adorei o post

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    1. Que bom que gostou, Ju.
      É bem papo mãe rs
      Beijos

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  8. Minha nossa fase delicadíssima, outro dia a Bela me fez uma pergunta não sabia se ria ou respondia ,difícil viu rsrs

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  9. Gostei do post amiga, muito bom!!
    Bjs

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  10. Bom dia! O meu filho tem dois anos. Ele começou a querer beijar na boca e inclusive chegou a beijar nos seios da mae, da tia e da avo (por baixo da roupa) a mae dele ficou bastante alarmada, concluindo de imediato de que alguem anda abusando dele...coisas que acho pouco provavel. É normal ele fazer isso? Obeigado!

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    1. Olá, Antonio

      É muito difícil afirmar com veracidade o que pode estar ocasionando tal comportamento. Neste caso, o ideal é uma avaliação pediátrica e caso ele perceba algum tipo de ligação com abuso, investigue a fundo com suporte psicológico.

      Infelizmente não posso lhe ajudar com tal questionamento. A criança realmente precisa ser avaliada por profissionais, ok?

      Boa Sorte!

      Abraços

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