segunda-feira, junho 24, 2013


Postagem Vila Mulher - Terra

No dia 18/06, o post abaixo, foi publicado no Portal Vila Mulher:


COMO APROVEITAR AS MANIFESTAÇÕES PARA FALAR DE CIDADANIA COM OS FILHOS?


COMO APROVEITAR AS MANIFESTAÇÕES PARA FALAR DE CIDADANIA COM OS FILHOS?

É muito comum uma mãe ser questionada o tempo todo por dúvidas e curiosidades dos filhos. Todas as crianças quando estão crescendo querem saber como funciona o mundo, as pessoas e os objetos, mas é nessa hora que uma pergunta deve ser feita: como ensinar assuntos mais polêmicos às crianças?
Nestes últimos dias o Brasil está tomado por manifestantes que querem a diminuição do preço das tarifas dos transportes públicos e a insatisfação da população com a saúde, educação e corrupção. As cenas de protesto e violência estão estampadas principalmente nas redes sociais, sendo de fácil acesso para as crianças que estão cada dia mais conectadas com o mundo virtual.
É inevitável as crianças verem tais protestos e não perguntarem aos pais para que servem, porque estão sendo feitos e o que podem causar. É neste momento que os pais devem explicar sobre cidadania e direitos de uma forma simples, clara e objetiva. Lembre-se que você está dialogando com uma criança, então utilize palavras menos agressivas e mais instrutivas.
"A cidadania é um direito que ganhamos com a vida. Ainda na barriga da mãe, já temos os nossos direitos resguardados pelo Estado. A forma de expressar é que pode mudar, mas o direito é válido para todos", explica a administradora e blogueira Edi Fortes, de 32 anos. "A base da instrução dos filhos é obrigação dos pais. Precisamos ter bom senso e sabermos a hora certa para começarmos a explicar para a criança os seus direitos e os seus deveres como cidadãos do mundo."
A maneira como se fala com uma criança é de extrema importância não só no presente, mas no futuro. O que é ensinado desde cedo com palavras agressivas e de revolta tem mais chances de crescer e se tornar hostil. O jeito simples é a melhor maneira de esclarecer as perguntas dos pequenos.
"Desde jovens precisamos entender o que é o certo e o errado. Se não ensinarmos aos nossos filhos, eles aprenderão com o mundo da forma que lhe é mostrada, que nem sempre é da forma correta. Os nossos filhos precisam ter uma base para a vida. E, para isso, precisam da instrução constante dos pais", defende Edi. "Não existe uma fórmula certa para seguir. Existe o diálogo e os questionamentos. A partir do momento em que a criança começa a ter dúvidas, o ideal é lhe passar segurança através de respostas corretas e seguras", completa.

A blogueira lembra que cada criança evolui em um determinado tempo e de uma forma diferente das demais. Ela diz que o filho dela, por exemplo, com apenas dois anos e meio, sabe diferenciar o certo do errado e sabe o que pode causar uma situação de conflito e uma situação de conforto.

"Se ele tem esse entendimento, está em pleno amadurecimento e precisa aprender sobre a vida, sobre o mundo. Se eu o instruo da forma correta para conviver com outras pessoas, não vejo dificuldades para instruí-lo acerca de outros fatos que vivemos e presenciamos na sociedade", diz. "Mas, para tal, preciso respeitar a idade e as fases dele. Não preciso atropelar a sua infância para lhe mostrar uma cena chocante na televisão e explicar o que está acontecendo. Preciso de moderação e bom senso para educar o meu filho corretamente e não marcar a sua vida precocemente."
A verdade nua e crua às vezes não deve ser mostrada para uma criança muito pequena. Edi ressalta que não pode explicar determinados assuntos para uma criança de dois anos, que poderão refletir nos próximos 30. Isso porque ele não está preparado para entender sobre assuntos que nem nós, adultos, conseguimos resolver e controlar.
"Ele precisa ter noção e saber que algo está acontecendo, mas não é preciso roubar-lhe a infância para que cresça e torne-se uma pessoa preocupada e insegura. Ele precisa da segurança e de confiança. Não precisamos pular as etapas da sua vida para explicar-lhe um manifesto que, se para nós, é chocante, imagine para ele. Alguns fatos precisam ser moderados. Não preciso mentir para ele, mas também não preciso expor ele a cenas de violência e de protesto."
Muitas mães não concordam e nem aceitam que os filhos participem de um manifesto. A administradora acredita que se o filho tem maturidade suficiente para caminhar sozinho, também terá para responsabilizar-se por suas atitudes e escolhas. "Não posso escolher o seu futuro e nem discordar de suas escolhas. Se ele julgar que o fato, será o melhor para ele. Estarei de mãos dadas apoiando-o sempre."
Por Thaís Santos (MBPress)
Link da Postagem http://vilamulher.terra.com.br/como-aproveitar-as-manifestacoes-para-falar-de-cidadania-com-os-filhos-8-1-55-1061.html




28 comentários:

  1. Meu filho me perguntou também o que está acontecendo, procurei responder comentando os fatos atuais,fiz um breve apanhado da ditadura ( eu era criança, mas estudei e meus pais me contaram).temos que orientar, educar, ensinar, é uma tarefa super difícil, mas estamos formando o futuro do país.
    Bjosss.

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    1. É isso aí Verinha. Temos que informar da forma correta e no tempo certo.
      Beijos

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  2. Perfeito o post difícil mas necessários deixar nossos filhos fazerem suas próprias escolhas.

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  3. Acho muito complicado levar as crianças para as manifestações devido ao perigo de confusão. Mas com certeza essa noção de cidadania deve ser passada aos pequenos!
    bjoo

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  4. As criancas precisam de uma boa base familiar, pais carinhosos que sempre dao amor!
    Sempre ensinando o que eh certo e errado, sabendo dizer Nao e sempre explicando o motivo da negativa!
    Devemos ensinar aos pequenos a partilhar, dar e receber, respeitar ao proximo, famliares e aos idosos!
    Dessa forma, quando crescidos, terao a consciencia de fazer o correto, terao um bom carater, pq la no passado tiveram uma base para isso!!!!!

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    1. Que coisa linda, Dani.
      Adorei cada palavra que disse.
      Tenho certeza de que os seus filhos serão pessoas maravilhosas, corretas e justas.
      Que belo exemplo!
      Beijos

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    2. Nossos filhos, voce quer dizer!
      Tenho certeza de que voce tbem da um boa base para seu bebe Edi!!!! s2

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    3. Obrigada Dani! Faço tudo por ele. Beijos

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  5. Na minha casa esse foi sempre um tema do cotidiano, o que deve ter influenciado a minha escolha profissional. sou assistente social, sempre acompanhei minha mãe em reuniões partidárias, de lideranças da igreja, da escola, por isso não senti que acordei agora, ela sempre me manteve com os olhos abertos para fazer uma leitura crítica das coisas! Isto eu quero passar pros meus filhos tb

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    1. Que bacana, Josi. Você teve instrução e apoio, desde jovem e isso refletiu positivamente no seu amadurecimento e na sua carreira. Adorei saber!
      Beijos

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  6. Adorei esse post, e a bebezinha da foto é uma fofura

    Os pais sempre tem que explicar e aproveitar esse momento importante as nossas crianças


    Um beijao

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    1. Exatamente, Thati. Temos essa responsabilidade e precisamos assumi-la.
      Beijos

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  7. Temos que ensinar com sabedoria...mais cá entre nós, como alguém tem coragem de levar uma criança tão pequena nos protestos?? Eu não tenho coragem....

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  8. O meu filho participou de tudo, abaixo de muita chuva. Tá com gripe até hoje...mas valeu a pena.

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    1. Jura? Que belo exemplo, Lu.
      Ele tirou fotos?
      Beijos

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  9. Oi Edi,por causa da chuva forte, ele tirou poucas fotos!
    Mas em meio a tanoas protestos por um país melhor, vivi uma situação de discriminação e intolerância no meu trabalho que me entristeceu muito.

    Na secretaria que trabalho, sou servidora municipal, temos um convênio com a Justiça Estadual para receber pessoas que cometem delitos leves, e não são reincidentes,para prestar serviço comunitário em substituição a pena restritiva.

    E ao indicar um desses beneficiário (é assim que somos orientados, pelas assistentes sociais, a chamá-los) para um colega de trabalho, este teve crise de intolerância dizendo que não aceitaria de forma alguma a presença do beneficiário no seu setor.

    E o pior fez isso descontroladamente e na frente do próprio beneficiário!

    Claro que fui desrespeitada como gestora, mas o pior desrespeito foi com o cidadão, que já foi julgado pela justiça, ser julgado por um servidor público que deveria dar o exemplo de respeito a sociedade.

    É preciso mudar o país, mas a verdadeira mudança tem que acontecer dentro de nós!

    Desculpe o desabafo! Bjs




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    1. Lu
      Que situação triste e desagradável. Na maior parte das vezes que julga é pior do quem cometeu a infração. É como sentir-se ameaçado, sabe? Esse tipo de gente não vale nada. A única coisa que sabe fazer é julgar. Mas quando chegar o seu momento de ser julgado, ele vai chorar sangue por ter feito outras pessoas sofrerem. Aprendi que pagamos a língua em todas as situações da vida e que precisamos perdoar, entender e relevar, todo e qualquer ser humano. Eu faço de tudo, mas de tudo mesmo pra não julgar ninguém. É claro que esse povo corrupto foge da minha lista mas as pessoas do nosso cotidiano não merecem um julgamento vindo de outro pecador.
      Fique bem porque você é superior ao cidadão.
      Beijos

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  10. Tirar proveito desses momentos para explicar e fazer com que seu filho aprenda a lidar com as coisas e o faça tirar suas próprias conclusões,
    é muito bom, é tirar proveito da situação, de uma forma boa, é claro, rs

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  11. realmente é um assunto um tanto qt dificil de se lidar até com adultos msm imagine com crianças

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    1. Ju, super delicado. Precisamos ter cuidado e paciência em situações assim.
      Beijossss

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  12. Obrigada amiga. Tenho muitos defeitos, mas uma das minhas qualidades é não guardar rancor. E o destino é implacável, no final, cada um tem o que merece. Bjs

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    1. Exatamente! Que linda, Lu!
      Deus abençoe!!!
      Está certíssima.
      Beijos

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  13. Gostei da postagem, muito boa!
    E que bebê fofa né?
    Bjs

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    1. Que bom que gostou Jana! Muito fofa a princesa <3
      Beijos

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