quinta-feira, setembro 19, 2013


Alô Alô, bebê!

O cuidado com a saúde auditiva não costuma fazer parte dos exames de rotina, mas as estatísticas provam que os ouvidos estão cada vez mais suscetíveis a problemas.

As estimativas apontam que a cada mil crianças nascidas, três apresentam deficiência auditiva. É comum pensar que os exames diagnósticos devem ser feitos apenas em crianças que apresentam algum fator de risco genético relacionado a esta deficiência, porém, sabe-se que 50% dos casos não apresentam pré-disposição para problemas auditivos.

Embora seja comum pensar que os exames diagnósticos devam ser feitos apenas em crianças que apresentam algum fator de risco relacionado a esta deficiência, a maioria dos casos de problemas auditivos tem origem não genética, sendo causados por fatores pré-natais (rubéola da mãe durante a gestação), peri-natais (falta de oxigênio durante o parto) ou pós-natais (caxumba, sarampo, meningite, otites médias), os quais podem ser evitados por tratamentos médicos e vacinas

Aceitar que seu filho possa ter algum tipo de problema auditivo não é nada fácil, mas diagnosticar o problema o quanto antes faz toda a diferença para proporcionar a criança uma vida normal e feliz. Mas como descobrir se a saúde auditiva do seu filho vai bem? “Existem sinais que tornam possível perceber se uma criança possui ou não deficiência auditiva, identificado qualquer um desses sintomas, é essencial procurar um otorrinolaringologista para fazer o correto diagnóstico, afirma Dr. Arthur Castillo, otorrinolaringologista. 

Os recém nascidos com problemas auditivos normalmente não reagem a estímulos sonoros, não balbuciam e choram muito porque não têm a sensação de ter a mãe por perto a não ser que a estejam vendo. O exame Triagem Auditiva Neonatal, conhecido como Teste da Orelhinha, deve ser realizado no terceiro dia de vida do bebê, ainda na maternidade. “O exame consiste na colocação de um fone acoplado a um computador na orelha do recém-nascido que emite sons de fraca intensidade para recolher as respostas que a orelha interna do bebê produz”, complementa o médico. Detectar o problema precocemente ajuda a estimular o tronco auditivo e o córtex cerebral. O ideal seria o diagnóstico ser feito até os três meses de idade, nesse processo o acompanhamento de um fonoaudiólogo é fundamental para garantir que a fala e a audição apresente um progresso normal.

Já em crianças maiores, os sinais que podem ser notados são: a troca da pronuncia de letras na fala e uma demora excessiva no desenvolvimento da linguagem, apatia diante barulhos fortes, pedidos para aumentar o som da TV ou telefone com freqüência, déficit de atenção, “avoamento”, irritabilidade, dificuldade de criar vínculos com outras crianças, coceiras nos ouvidos ou problemas respiratórios como rinite e quadros alérgicos, alem de otites repetitivas que não são notadas pelos pais. “Os pais devem ficar muito atentos e ao menor sinal de problema procurar um otorrinolaringologista para fazer a audiometria, teste capaz de detectar se a criança tem algum problema auditivo. Caso algum problema seja descoberto é importante que o tratamento seja iniciado brevemente, pois caso isso não aconteça a criança pode ter prejuízos no desenvolvimento linguístico, intelectual e emocional “complementa Dr. Arthur Castilho.

Solução Implante Coclear:

O implante coclear é um dispositivo eletrônico que faz a função das células ciliadas lesadas ou ausentes. Ele produz um estímulo elétrico às fibras remanescentes do nervo auditivo. O implante oferece ao usuário capacidades auditivas importantes e melhora da comunicação. O implante coclear é um tratamento seguro, confiável e eficaz para a perda severa ou profunda da audição em adultos e para perdas profundas nas crianças.

Quem deve fazer:

São considerados candidatos ao uso do dispositivo de Implante Coclear, crianças a partir dos 6 meses de idade e adultos que apresentam deficiência auditiva, neurossensorial bilateral de grau severo e profundo e que não obtiveram benefícios com o uso de Aparelhos de Amplificação Sonora Individual.

Resultados:

- Níveis de audição social normal, pois melhora da capacidade para escutar sons de fala e sons ambientais com maior chance de reconhecimento de fala de freqüências altas, ou seja, os sons mais agudos;

- Aquisição da linguagem oral ocorre mais facilmente;

- Melhora da qualidade de vida.

Fonte: Dr. Arthur Castilho, otorrinolaringologista da UNICAMP.


8 comentários:

  1. Respostas
    1. Um alerta para mamães e para quem convive com os pequenos, Tati.
      Beijos

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  2. Não tive problemas em relação ao assunto, nem na familia e também não conheço ninguém próximo com esse tipo de problema. Mas é sempre bom saber caso possamos ajudar a outras pessoas. Muito bom o post. beijos

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    1. Graças a Deus, Mi.
      Muito obrigada por compartilhar.
      Beijos

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  3. Parabéns por este post informativo.
    Adorei!
    Bjinhos

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    1. Olá, So.
      Fico feliz que tenha gostado! Super importante, né?
      Beijos

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  4. Muito interessante o post...
    É sempre bom ler sobre assuntos assim...

    :D

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