sexta-feira, outubro 18, 2013


Profissão Mãe - Maioria das brasileiras interrompe a carreira após a maternidade

Pesquisa revela trajetória das profissionais após o nascimento de seus filhos

A maioria das profissionais brasileiras não retorna ao trabalho após a licença-maternidade. A conclusão é da pesquisa global realizada pela Robert Half com 1.775 diretores de Recursos Humanos de 13 países, sendo 100 brasileiros. No Brasil, 85% das empresas responderam que menos da metade de suas funcionárias retorna à vida profissional após o nascimento de seus filhos. A taxa é bem mais alta que a média global – 52% das companhias ouvidas em todo o mundo relataram o mesmo problema.

Em relação às mulheres que ocupam cargos de gestão, a taxa de retorno ao trabalho é mais alta. Apenas 37% das companhias brasileiras responderam que a volta ao trabalho fica abaixo de 50%, enquanto 63% relataram que o índice é superior a 50%. “É um movimento comum o afastamento das mulheres pelo período de um ano após darem à luz para se dedicar integralmente ao bebê e assumir da forma mais plena o papel de ser mãe. Após esse período, elas acabam retornando ao mercado”, afirma Daniela Ribeiro, gerente sênior das Divisões de Engenharia e Marketing e Vendas da Robert Half.

Para Daniela, a diferença entre os percentuais de retorno entre a média das profissionais e as mulheres em cargos gerenciais se dá pelo fato de que aquelas que ocupam posições mais altas possuem um perfil mais dinâmico e não conseguem se imaginar fora do mercado. “Para a mulher é mais difícil alcançar um cargo de liderança e quando o alcançam não querem desistir dessa conquista. A questão financeira também é um fator importante, pois essas profissionais possuem uma remuneração mais alta e relevante para o orçamento familiar”, ressalta.

Quando questionadas sobre as políticas de retenção de suas funcionárias, os diretores de recursos humanos brasileiros mencionaram os planos de saúde e dentários (41%), o trabalho remoto (39%) e os horários flexíveis (29%) como os mais populares.

Na prática, porém, as iniciativas de trabalho em tempo parcial ou com flexibilidade de horário ainda não são tão frequentes nas empresas: 31% dos diretores brasileiros responderam que essas ações são comuns ou muito comuns. Essa taxa está bem abaixo da média global, que ficou em 68%. Para Daniela, esse percentual reflete entraves da legislação brasileira. “Ao mesmo tempo, as companhias ainda são conservadoras quando se trata de jornada e horário de trabalho”, afirma.

10 comentários:

  1. Muito interessante Edi! É sempre bom ler né!!

    :D

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  2. Eu até consigo entender um pouco o lado das empresas, elas querem disponibilidade e lucros principalmente.Quando se é mulher fica tudo mais complicado nessa área, nós como mães entendemos, mas imagina eu ou vc como dona de uma micro empresa , que seja, as funcionárias faltando ou não dando um suporte adequado.Fica complicado. bjs

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    1. Exatamente, Mi. Não é fácil para ambos os lados. Precisamos ter "flexibilidade" e negociar. Mas, como no Brasil, não recebemos o tratamento adequado e proteção do governo, acabamos perdendo emprego e acomodando em casa. No Canadá, a mulher fica em casa, recebendo um salário legal (pago pelo governo) e sem a preocupação do desemprego. Um belo exemplo de valorização a mulher. Mas vivemos na terra do desrespeito, então, paciência.
      Beijooooos

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  3. Muito bom o post,acho que eu tmbm pararia de trabalhar pra cuidar do meu filho...beijo

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    1. É o laço materno falando mais alto, Tati.
      Beijos

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  4. Eu nao retornei ao trabalho, cuido dos meus filhos ate hj mas, as vezes, sinto falta de trabalhar fora...

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    1. Eu super entendo, Dani. Você trabalhava em qual área? Ainda pretende voltar? Beijos

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  5. Interromper uma carreira pela maternidade é difícil, mas super louvável. Nos primeiros anos de vida, a criança precisa muito da mãe. E mesmo ñ sendo fácil, qq carreira pode voltar a ser construída. Pq ñ?!
    A mãe ganha muito ao ajudar seu pequeno a descobrir o mundo.
    A gente redescobre esse mundo através dos pimpolhinhos. É hiper super mega gratificante.
    Nada como ver os pequenos darem os primeiros passos. Acompanhar pelo telefone no trabalho ñ é a mesma coisa. Ñ mesmo!!!

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    1. Disse tudo, So. A partir do momento que escolhemos a maternidade, precisamos abrir mão da nossa rotina estável e viver verdadeiramente o papel de mãe. Lá na frente, nós vamos agradecer a Deus por termos feito a escolha certa!
      Beijos

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