terça-feira, abril 29, 2014


Endometriose - Não é normal sentir dor

Endometriose - Não é normal sentir dor

Conheça os principais impactos da endometriose no corpo e no dia-a-dia da mulher:

Não é “frescura de mulher”: gestações tardias, excesso de estresse e trabalho/estudo, sono e alimentação ruins e poucas atividades de lazer são alguns dos fatores que podem levar a mulher a prolongados períodos de desequilíbrio hormonal. Essas irregularidades costumam impactar diretamente a saúde feminina, causando alterações no ciclo menstrual e provocando doenças. Especialistas referem-se a essas enfermidades como “afeções hormonais” e, entre elas, destaca-se uma ainda pouco conhecida pelas próprias mulheres brasileiras: a endometriose. 

Por isso, uma pesquisa realizada neste ano pela Associação Brasileira de Endometriose e Ginecologia Minimamente Invasiva (SBE) - com apoio do Grupo Bayer – busca entender qual o real cenário do nível de informação das mulheres sobre a doença no Brasil. Ao todo, foram ouvidas 10 mil mulheres com idade acima de 18 anos, em 10 capitais brasileiras, e um grupo de quase mil médicos. Os resultados serão divulgados até a próxima semana. 

Hoje, ainda que não haja um consenso sobre a causa da doença, já se sabe que ela afeta cerca de 176 milhões de mulheres no mundo e estima-se que sejam seis milhões só no Brasil.

Para entender:

- O tecido do útero (endométrio) extrapola a cavidade uterina e passa a se desenvolver em outros órgãos, como intestino, ovários e bexiga; 

- Entre seus principais sintomas, estão: cólica menstrual intensa, alterações no hábito intestinal - diarréia ou prisão de ventre - e dor durante as relações sexuais; 

- Afeta as mulheres principalmente durante os anos reprodutivos, podendo ocorrer antes mesmo da primeira menstruação; 

- O diagnóstico da endometriose é cirúrgico, mas importantes avanços têm ocorrido entre os métodos não invasivos de detecção da doença, como o ultrassom transvaginal. 

“Muitas mulheres sofrem com cólicas e dores incapacitantes e na maioria das vezes demoram a procurar tratamento, o que agrava o problema. A maioria não sabe quais são os principais sintomas da doença, nem como são feitos o diagnóstico e o tratamento”, explica o Dr. Mauricio Abrão, especialista no assunto. 

“Uma doença social” 

Caroline Salazar, 35, apesar das fortes dores que sentia desde os 13 anos, teve a endometriose diagnosticada há apenas 4 anos. Antes de iniciar o tratamento de maneira adequada, sofria com as dores 24 horas por dia e tinha dificuldades para andar e respirar, o que inevitavelmente impactou sua vida social com amigos ou namorados. 

“Em muitos casos, as pessoas não compreendem o problema e se afastam por não conseguir conviver com alguém que reclama o tempo todo de dor ou não consegue sair da cama pelo mesmo motivo. Devido às fortes dores a frequência do sexo diminui, o que a maioria dos homens não entende, achando que é apenas frescura da mulher. A endometriose é uma doença social” enfatiza Carolina. 

De paciente à blogueira, Carolina fundou o “A Endometriose e Eu”, atualmente uma das referências online sobre o tema. 

“Só uma mulher que sofre com a endometriose sabe o tamanho da dor que sente. A cólica causada pela doença é diferente de uma cólica menstrual, pois pode vir acompanhada de ardência nas pernas, dores na coluna lombar, diarreia, vômitos, tonturas e desmaios” explica a blogueira. E se emociona: “Por muitos anos eu não consegui usar calça jeans. A minha maior vitória foi quando consegui colocar a minha calça, que estava guardada há quase sete anos”. 

Fonte - Grupo Bayer 


4 comentários:

  1. Otima informacao, eu nao sabia quais eram os sintomas, nao imafinaca que fosse tao forte assim.
    Obrigada por nos informar!!!!
    Bjos

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    1. Informações assim são preciosas, Dani. E com certeza, merecem ser compartilhadas.
      Beijosssss

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  2. Obrigada pela informação!

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    1. Obrigada você, por comentar e por participar do blog :-)
      Beijossss

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