terça-feira, abril 15, 2014


O que esperar quando você está esperando

É aquele velho ditado: "tem que sentir na pele pra entender…" E por aí começa a luta da nova gravidinha. Antes de engravidarmos temos uma imagem totalmente equivocada na gestação, na cabeça. Achamos tudo muito lindo, fácil e descomplicado. Ahã, espera pra ver.  As meninas mais jovens acham que tudo que uma grávida sente é frescura e soltam aquela velha e indigesta frase: "gravidez é saúde, não é doença"…. Eu só consigo pensar na seguinte palavra para elas: aguardem!!!!! Todo mundo é muito bom na hora de opinar, criticar e condenar as pessoas, mas quando chega a sua hora, o seu papel inverte rapidinho e logo torna-se a vítima frágil e indefesa. Me corrijam se eu estiver errada, ok?
E é bem assim que funciona durante a gravidez, em especial a primeira gestação de uma mulher. É tudo muito novo, desconhecido e cheio de surpresas pelo caminho. O que antes imaginávamos apenas como "um momento mágico", acaba se tornando um período sofrido e sem fim. Eu sempre ouço algumas pessoas falando que não sentiram nada durante a sua gravidez. Mas, particularmente, não conheci nenhuma grávida em seu real momento que não estivesse surtando com os hormônios, morrendo de enjôos, dormindo pelos cantos, chorando por qualquer coisa e reclamando de outras coisitas mais, que nos acometem durante esse período. Eu acho que a distância e a diferença entre o "falar" e o "sentir" faz as pessoas perderem um pouco a noção da realidade. Isso quando não a perdem por completo e vivem no mundo de Alice. Mas voltando aos hormônios, ou seja, a gravidez, considero sim um momento mágico, lindo e inesquecível. E como poderia não ser? No nosso ventre, estamos carregando uma pessoinha que mudará a nossa vida por completo e fará dela a sua morada por longos anos a fio. E enquanto a carregamos no ventre, carregamos também uma explosão de sentimentos, emoções, dores e surpresas pelo caminho. Já no início da gravidez e com a dose cavalar de hormônios que é injetada no nosso organismo, ficamos totalmente desequilibradas e perdidas. Não conseguimos entender tudo o que acontece e por este motivo nos sentimos muito inseguras e sozinhas. Isso porque o nosso marido não conhece, não entende e nem nunca entenderá o que passamos e esse torna-se um dos motivos pelo qual, ele não pode nos ajudar em todas as situações. Então, além da paciência que precisamos ter com a nossa própria pessoa, precisamos redobrar a dose com os maridos. Eles falam o que pensam e não vão entender um terço dos nossos choros intermináveis, do nosso cansaço inesgotável e nem do nosso apetite sem fim. E se pararmos para pensar, os pobre coitados devem pagar todos os pecados nas nossas mãos e merecem um crédito digno pelas besteiras que falam e que pensam sobre nós. Enfim, paciência, quando consegue-se ter, é o carro chefe para todas as situações da vida. Não é mesmo?

Enfim, quando pensamos em gravidez, cruzamos com inúmeras situações que acometem a mulher nessa fase. Não bastasse os hormônios, podemos nos deparar com anemias, diabetes gestacional, pressão alta, dores abdominais, dores nos seios, pés e pernas inchadas, enjôos incessantes até o nascimento do bebê, falta de ar, oscilação do apetite, perda de memória ou esquecimento, momentos depressivos, momentos  de angústia e medo e mais um zilhão de sintomas que resolvem aparecer na nossa vida de uma vez só e fazer dela um completo turbilhão. E o que devemos fazer? Simplesmente encarar a realidade, o mundo, o corpo redondo e focar no bebezinho mais lindo que está se desenvolvendo dentro de nós. É tão fácil assim? Não e nem nunca será, mas se não pensarmos e agirmos assim, temos tudo pra pirar e surtar ainda mais após o nascimento e a queda repentina dos hormônios. Sem falar na amamentação, que é uma fase tão delicada quanto e merece todos os cuidados e ainda mais afagos.

E aproveitando o tema do post, recomendo muito que assistam o filme "O que esperar quando você está esperando" na companhia do maridão, para que identifiquem as situações e dêem boas gargalhadas enquanto continuam esperando a chegada do bebê.


Falei demais? Espero que sim! rsrs

Beijosssssss


2 comentários:

  1. Amei Edi!
    Eu, alem dos enjoos, pes inchados, dores no seio, calor o tempo inteiro, acho que fiquei meio lerda da cabeca tambem, meu marido repetia mil vezes a mesma coisa e mesmo assim, tinha dias, que nao entendia bulufas....kkkk
    Haja paciencia do meu marido na epoca que estava gravida!!! Kkkkk

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    1. Olá, Dani
      Estou passando por isso. Não lembro de nada, absolutamente nada. Hoje mesmo uma mãe se apresentou para mim e pergunte se lembro o nome? Maldade? Não, a cabeça não funciona mesmo. Fico confusa, perdida, desastrada, irritada. arggggghhhh

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