sábado, maio 10, 2014


É possível fazer dieta na gravidez ou na amamentação?

É possível fazer dieta na gravidez ou na amamentação?

Mais um Dia das Mães se aproxima e é fundamental reforçar a importância dos cuidados com a alimentação e a dieta tanto na gravidez, quanto na amamentação. Para isso, Roberta Stella, nutricionista-chefe do Dieta e Saúde, - programa online de emagrecimento que propõe a eliminação de peso com saúde por meio da dieta dos pontos -, preparou uma série de dicas que abordam várias questões que surgem durante estas fases.

“Futuras mamães e as que já vivenciam essa experiência incrível sempre têm dúvidas quanto a melhor forma de se alimentar, não só com relação ao desenvolvimento do bebê, mas como cuidar da própria saúde, sem perder de vista o controle do peso”, afirma a especialista. “Por isso é importante alertar que certos cuidados específicos são os melhores aliados nesses momentos tão especiais da vida. E vale lembrar também, que o pré-natal e o acompanhamento de perto do andamento da gestação e da fase de amamentação, devem ser feitos por profissionais de saúde de confiança”, completa Roberta Stella.

Surge a primeira dúvida: quantos quilos posso ganhar?

O ganho de peso adequado durante a gestação depende do Índice de Massa Corporal (IMC) que a mulher possui antes de engravidar. Para calcular o IMC são necessários dois dados: o peso antes da gestação (em quilograma) e a estatura (em metros). Utilize a seguinte fórmula:

É possível fazer dieta na gravidez ou na amamentação?

Os valores de IMC acima são diferentes para as mulheres que não estão grávidas. Eles foram estabelecidos pelo Instituto de Medicina dos Estados Unidos e são utilizados para a monitoração do peso da gestante. Durante toda a gestação, é necessário controlar o ganho de peso. Sabendo o quanto já foi ganho é possível controlar o restante do peso permitido ao longo da gestação.

A gestante pode seguir uma alimentação para eliminar peso?

Não. Durante a gestação é necessária uma quantidade maior de energia (calorias) para que o bebê seja formado. Por isso, a quantidade de energia que a mãe deve obter por meio da alimentação deve ser aumentada em 300 calorias. Por exemplo, se antes da gestação a mulher precisava de 2000 calorias para a manutenção do peso, na gestação essa mulher precisará de 2300 calorias.

É necessário restringir carboidratos, proteínas ou gorduras?

Não é necessário restringir nenhum macronutrientes (carboidratos, proteínas ou gorduras). Todos esses nutrientes devem estar presentes na alimentação, pois além de fornecerem energia, são veículos de substâncias e micronutrientes (vitaminas e minerais) importantes para o desenvolvimento do bebê e a manutenção da saúde da futura mamãe.

Por que o ácido fólico é tão importante?

O folato é uma vitamina pertencente ao complexo B e é também conhecido como ácido fólico. Essa vitamina é importante para a divisão celular e para a produção de células sanguíneas. A deficiência desse nutriente durante a gestação está ligada ao surgimento de defeitos no tubo neural do bebê como, por exemplo, espinha bífida (fechamento incompleto da espinha), anencefalia e encefalocele. Por isso, é importante a ingestão diária de alimentos que contém folato como as folhosas verde escuras (espinafre, agrião), lentilha, brócolis e oleaginosas (nozes e castanhas).

Eliminação de peso na amamentação

Muitas mulheres tendem a seguir uma alimentação restrita em calorias, durante a lactação, para que possam atingir o peso pré-gestacional o mais rápido possível. O que muitas mulheres não sabem é que a produção de leite requer um gasto energético considerável. Para a produção de 100 mL de leite, aproximadamente 65 calorias, a lactante gasta 85 calorias.

Devido a esse gasto energético, a mulher que está amamentando necessita de um aporte maior de energia. Enquanto que na gravidez a quantidade de energia a mais necessária era de 300 calorias, na lactação essa quantidade sobe para 500 calorias. Se uma mulher precisa de 2000 calorias para manter o peso, durante a lactação esse valor sobre para 2500 calorias.
É possível fazer dieta na gravidez ou na amamentação?
Quantidade de nutrientes

Devido a necessidade energética maior e a produção de leite, as quantidade em gramas de carboidratos, proteínas e gorduras deverão estar aumentadas, mantendo-se a proporção, ou seja,50 a 60% do total de calorias da alimentação deve vir dos carboidratos, 25 a 30% das gorduras e de 15 a 20% das proteínas.

As quantidades de vitaminas e minerais que a lactante necessita são maiores em relação às mulheres não lactantes. Dessa maneira, é muito importante que a mulher evite alimentos muito calóricos, ricos em gorduras ou carboidratos simples como salgados, frituras, bolos, tortas e dê preferência aos alimentos integrais e naturais.

Isso significa que frutas, legumes e verduras devem estar presentes diariamente nas refeições. Substitua alimentos ricos em farinha refinada pelas versões integrais como pão integral, bolachas integrais, arroz integral.

Número de refeições por dia e a ingestão de água

A alimentação deve ser fracionada ao mínimo de 5 refeições por dia, ou seja, as três principais (café da manhã, almoço e jantar) e dois pequenos lanches intercalados. Não pule nenhuma refeição para que haja uma variedade alimentar durante o dia e para que os nutrientes não fiquem concentrados em poucas refeições. A ingestão de água não afeta o volume de leite produzido, mas deve ser feita em pelo menos 1,5 litro por dia.

Lembre que a produção de leite será maior, quanto maior for a frequência da amamentação. A qualidade da alimentação da mãe influencia a qualidade do leite. Estimular a amamentação e ter os cuidados citados com a alimentação fará com que a mãe dê ao filho o principal e melhor alimento nos primeiros meses de vida: o leite materno.

Roberta Stella, nutricionista-chefe do Dieta e Saúde

Roberta Stella é graduada e mestre em Nutrição pela Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (FSP/USP) e há oito anos é nutricionista-chefe do Dieta e Saúde – programa online de emagrecimento que propõe a eliminação de peso com saúde por meio da dieta dos pontos.

Possui 14 anos de experiência no mercado de serviços online, com passagem pelos portais CyberCook e CyberDiet, Roberta é fonte de informação e produção de conteúdo voltados para saúde, nutrição e emagrecimento. Atua no desenvolvimento de projetos que visam traduzir aspectos técnicos de saúde e nutrição em ferramentas e informações para o usuário, além de aumentar métricas como retenção, life time, ticket médio e faturamento dessas ferramentas.

É responsável pela organização das publicações "Livro de Receitas do Dieta e Saúde", “Receitas Leves de Verão” e "Receitas Leves Dieta e Saúde: Edição Especial com Edu Guedes", em parceria com o chef e apresentador Edu Guedes.

Entusiasta do eHealth e mHealth, acredita que a tecnologia desenvolve papel importante na educação de saúde e nutricional da população, sendo um instrumento de engajamento e de esclarecimento. Seu conhecimento em nutrição é utilizado para traduzir conceitos e técnicas da área em ferramentas de fácil uso que levem ao objetivo da redução de peso, por meio de uma alimentação equilibrada e saudável.

8 comentários:

  1. Edi!
    Ser mãe exige desde a gravidez uma melhor alimentação.
    Acho importante saber todos os detalhes para que as futuras mamães não se limitem à alimentação durante a gravidez.
    E beber muita água além do ácido fólico.
    cheirinhos
    Rudy

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Disse tudo, Rudy. O post tem essa finalidade. De alertar e ajudar as gravidinhas de plantão.
      Beijosss

      Excluir
  2. Amei a explicacao, temos que nos alimentar bem dyrante a gestacao e amamentacao!
    Acho que o que mais engorda sao os excessos de doces e sal, o qyw vale eh controlar e ter uma refeicao saudavel!

    Bjinhos

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Olá, Dani
      Tudo bom?
      Nós pecamos exatamente pelo excesso. Em tudo na vida. Por isso a cautela e o bom senso, né?
      Beijossss

      Excluir
  3. Temos que nos cuidar, mas sempre com a instrução de uma medica.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Disse tudo, Lilian. Tem que ter acompanhamento e respaldo médico, sempre.
      Beijossss

      Excluir
  4. Tive diabetes gestacional na minha gravidez e tive que controlar a alimentação, fiz direitinho e nem precisei tomar insulina.... essas dicas são ótimas, fui acompanhada com nutricionista e foi um sucesso....

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Olá, Li
      Imagino o susto que tenha passado. Graças a Deus deu tudo certo e você tirou de letra, né?
      Beijosssss

      Excluir

Obrigada por comentar! Em breve, retornaremos! :-)

 
Copyright 2013 Mamães Vaidosas por Edi Mariano