quarta-feira, novembro 05, 2014


Antibiótico: Vilão ou Mocinho?

Se tem um assunto que divide opiniões entre as mamães, este com certeza está relacionado ao uso de antibióticos. Isso porque para algumas ele é considerado a cura, a solução da crise de tosse do filho e a melhor forma de se combater a doença. Por outro lado há mamães que abominam o seu uso e ficam tão receosas com os supostos efeitos colaterais que eles podem ocasionar, que mesmo após a prescrição médica, tendem pela resistência e muitas vezes deixam de administra-lo para os filhos por medo ou pelo puro sentimento de proteção de mãe. E como saber quando é o momento certo de administrar o antibiótico? Como identificar essa situação?

Bem, essa resposta só pode ser dada pelo médico, ou profissional da saúde com competência para diagnosticar o quadro clínico do paciente e avaliar qual será o medicamento adequado para o seu tratamento. Um paciente com quadro clínico que não apresente sintoma ou laudo que justifique o uso de antibiótico, terá o seu uso descartado e consequentemente estará eliminando os riscos que o seu uso poderia acarretar naquele momento. Já para o paciente com laudo que comprove a necessidade de antibiótico, pela confirmação de bactérias presentes no organismo, este receberá o tratamento adequado e com a formulação específica para eliminar a doença apresentada. Por isso a importância do laudo médico, do respaldo do profissional da saúde, capacitado para avaliar todas as situações positivas e negativas e identificar a necessidade ou não do uso do antibiótico. Um balconista ou um vizinho podem tentar ajudar mas só o profissional de saúde sabe a a real causa da tosse ou do espirro do nosso filho. Por esse motivo, não podem indicar um remédio e automaticamente dar um tiro no escuro, sem saber se ele realmente estará tratando uma doença ou fortalecendo uma bactéria. Para exemplificar a situação, basta imaginar que a criança está com um quadro de dor de garganta e que após a avaliação médica, o tratamento sugerido não envolva o uso de antibiótico. Aí a mãezinha saí do hospital insatisfeita com o laudo e reafirma a sua insegurança para outra pessoa. Muitas vezes, a pessoa recomenda que ela troque o remédio prescrito por um antibiótico para vias orais que deu certo para o seu tio, por exemplo. Aí a mãe não pensa duas vezes, compra e já começa a administrar o remédio para o filho. Diante dessa situação, além de expor a criança ao risco de todos os efeitos colaterais , a mãe ainda o submete ao risco de estar desenvolvendo em seu organismo, bactérias superesistentes, que podem estar presentes no seu intestino ou em outra parte do seu corpo de forma silenciosa, sem manifestar sintomas ou sinalizar a sua presença e necessidade de tratamento. E é nessa situação, que de remédio do bem, o antibiótico passa a ser considerado o grande vilão da história, acarretando num problema muito maior pela frente, com consequências incalculáveis para a vida de quem o ingeriu. 

Outra situação na qual precisamos nos atentar e cumprir exatamente a descrição do receituário médico, relaciona-se aos horários de administração das doses prescritas pelo médico. Se por um lado em horários pontuais o antibiótico age de forma positiva, efetivando a sua prescrição, por outro, sendo administrado em horários divergentes, além de prejudicar o tratamento, age de forma errada, fortalecendo as bactérias e expondo a vida do paciente ao risco.

Antibiótico: Vilão ou Mocinho?

Por isso, quando o antibiótico é administrado de forma correta, respeitando forma como foi prescrito, principalmente me relação aos horários estipulados e sem imprevistos, ele é sim o mocinho, o tratamento adequado, o fim da doença. Já quando ele for indicado por terceiros, administrado sem pontualidade, ou com dosagem adversa da competente para o quadro avaliado, aí sim, ele entra como o vilão, aquele que poderá trazer complicações, tanto momentâneas como permanentes, e ainda a exposição do organismo à colonização de bactérias superesistentes e a suas consequências. 

Portanto, entra aí uma questão de respeito para com o profissional da saúde, que está encarregado de avaliar todas as situações e saber se realmente naquela situação o antibiótico faz-se necessário ou torna-se um risco para o tratamento. E em todas situações o bom senso tem que partir da mãe e/ou pelo responsável pela administração do remédio, pelo cumprimento daquilo que foi descrito.


6 comentários:

  1. Devemos sempre seguir as especificações do especialista, pois com antibioticos a gente não brinca...

    ResponderExcluir
  2. Otimooooooo post!!!!
    Bjos

    ResponderExcluir
  3. Antibiotico sempre com prescricao medica!!!!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Somente com a receita em mãos, sempre!

      Excluir

Obrigada por comentar! Em breve, retornaremos! :-)

Siga no Google +

 
Copyright 2013 Mamães Vaidosas por Edi Mariano