quinta-feira, novembro 13, 2014


Educação não se posterga!

Educação não se posterga!

Educar nos dias atuais é uma espécie de missão impossível com final feliz. Você ensina boas maneiras, aplica o respeito e a flexibilidade em casa, para o filho sair na rua e voltar à estaca zero e cheio de manias. É uma luta diária, árdua, cansativa mas que no final compensa e nos injeta ânimo para continuar a faze-la. Confesso que às vezes me sinto morta, exaurida e sem respostas para algumas atitudes do Dudu. Ele vai para a escola tranquilo e chega em casa parecendo que levou uma injeção de adrenalina, vencida por sinal! Aí começa o trabalho, a persistência e a força de vontade de mostrar para ele que aquilo está errado e que os bons modos são aqueles que ele aprendeu em casa, com o pai e a mãe. Professor não ensina isso, professor esclarece e abre a mente da criança para o conhecimento, mas quem dá a base e realmente educa para o mundo são os pais, responsáveis pelo lado bom e também pelo lado ruim. Se educação se aprendesse na rua, as crianças que crescem sem os pais ou por conta das babás seriam infinitamente mais tranquilas e conscientes. Mas realmente essa situação tem que partir de dentro pra fora, ou seja, da casa para o mundo, com muito amor, paciência e respeito. Eu já atropelei essa etapa, fiquei com vontade e já dei uns gritos com o Dudu, mas depois o coração ficou trincado e a consciência amargurada por saber que o que fiz foi totalmente errado e desnecessário. Preciso ensinar o meu filho com amor, com calma, com respeito e dignidade. Se ele não aprender isso comigo e com o pai, ele não vai aprender com ninguém e será o reflexo dos nossos erros e não dos acertos. Por isso aprendi a respirar fundo, entender que ele convive com crianças de várias culturas, criada por pais de várias mentalidades e que nem sempre o objetivo final será o mesmo. Me entristece ver tantas crianças sendo "criadas" por babás e se revoltando com toda a razão contra o mundo. Como uma criança pode ser feliz sem o amor dos seus? Como terceiros podem sentir aquilo que o pai e a mãe sentiram ao tocar no seu filho pela primeira vez? Que valor eles enxergam nisso? Nenhum! Eles só enxergam $ e cumprem horários. E ninguém é obrigado a criar o filho de ninguém também. Por isso, sejamos os pais, os verdadeiros educadores! Vamos assumir o nosso papel e enfrentar todo e qualquer desafio com vontade e não empurrando com a barriga. A barriga já foi gerada, já nasceu e está se formando fora, ela criou vida, criou um humano que está formando um caráter. E se esse humaninho não receber o que merece, não entregará nenhum ouro seu para a sociedade, mas somente a sugará para compensar o seu vazio. E isso é certo? É claro que não! Então vamos dar um final feliz para essa criança e ensina-la que o amor gera o amor e que ela terá toda a dedicação dos pais para aprender a viver, a se socializar, a se doar para o mundo para vencer e ser alguém feliz e realizada! Vamos educar e abrir a visão dos pequenos para o correto, para o justo, para que assim eles continuem essa luta para com os seus e isso se torne uma corrente do bem, da educação que gera cidadãos de bem e do amor e que toda e qualquer ilusão que um filho pode ser criado e educado por uma babá, professora ou mentor, seja deixada de lado e que a realidade volte a vingar. Filho é criado pelos pais para refletir no mundo e se essa missão foi entregue à nós, não nos cabe o direito de transferi-la a ninguém!


6 comentários:

  1. Torço tanto para sermos bons guias para meu filho aqui em casa....

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  2. Concordo com vc, acho que a educacao tem que partir de casa....massssss vou te falar, o Rafa tem uns priminhos mimados, batem o pe se os pais nao comprarem aquilo que desejam, pior, os pais sempre compram, nao importa o preco, apenas compram, quero morrer com isso!!!!!!
    Qdo meu filho brinca com alfum deles, volta pra casa meio afobado sabe mas logo converso e digo que as coisas nao sao como ele quer, dai volto no inicio de tudo, ensinar novamente para ter nocao da base do respeito, amor e confianca....mas nao eh facil viu!

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    1. Dani, eu entendo perfeitamente o que você passa! É normal, viu? Eles meio que se contaminam e é nessas horas que precisamos os trazer para a realidade, com muita conversa e paciência. Eu também fico louca com essas situações mas fazer o quê? Temos que enfrentar, né? srs
      Beijos

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  3. Ai Edi, esse post me emociona d+!!! Super concordo na busca do bom senso e equilibro neste mundo moderno, viral e competitivo. eu escolhi abri mão da profissão para me dedicar a outra profissão: ser Mãe. Claro que tem hora que me arrependo, mas vê-los crescendo, evoluindo e refletindo o que eu não tive na minha infância(emoções, apoio) refaz as minha forças. Não sou perfeita e nem quero ser...acredito que preciso formar agora meninos com valores para futuros homens com discernimento no coração e na alma. O direcionamento é a vela que me conduz para a missão dada por Deus. Obrigada por tocar num assunto polêmico e verdadeiro. Bjs amada!

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    1. Amiga, você fez e está fazendo tudo certo! Parabéns por assumir o seu verdadeiro papel e deixar de lado tudo o que até então fazia somente para você! Eu estou na mesma situação, com a diferença de que o blog eu não largo porque amo os meus filhos mas igualmente amo vocês!
      Nós somos abençoadas pela maternidade e precisamos nos doar e acreditar na força do amor para que os nossos cresçam e sejam pessoas do bem, felizes e amadas! Somente assim conseguiremos ajudar a mudar esse mundo maluco, no qual vivemos!
      Beijoooos

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