quarta-feira, novembro 26, 2014


O que meu filho vai ser? (O que ele já é?)

Desde o momento em que descobre estar grávida, a mãe começa a imaginar: como será o rostinho do meu bebê? Vai parecer mais com o papai, ou com a mamãe? Como será a personalidade dele? O que será que ele vai gostar de fazer? Dessas inferências iniciais surgem as expectativas. O que eu gostaria que meu bebê se tornasse?

Mães e pais sempre desejam para os filhos aquilo que consideram ser o melhor. E muitas vezes têm expectativas altas com relação ao futuro dos pequenos: meu filho - ou minha filha - será médico, engenheiro, advogado, professor, jogador de futebol, vai passar em um concurso público, vai ser artista, chef de cozinha, dono do próprio negócio, etc, etc, etc. No fundo, tudo isso tem apenas um sentido: quero que meu filho seja feliz!

Acontece, que nem sempre o que nós desejamos para os filhos corresponde ao caminho que eles querem seguir. Cada pessoa tem habilidades diferentes das outras, que acabam definindo o caminho que ela irá traçar. Se sou boa em alguma atividade, provavelmente vou querer fazer alguma coisa relacionada com aquilo o resto da vida, pois é assim que me realizo, é nessa atividade que me destaco. 

Na primeira infância é muito importante dar espaço para os pequenos descobrirem suas preferências e suas habilidades de forma natural. O que acontece hoje é que o excesso de estímulos vindos da família e da escola passa por cima das aptidões naturais da criança de forma que ela é levada a um caminho de escolhas que não é necessariamente o que ela tomaria se pudesse de fato escolher. Ela tem que ser boa em tudo, aprender a ler com 3 anos, ser educada e ouvir os adultos, ser fisicamente ativa, e competente em todas as suas atividades. 

A questão então, é: como respeitar o tempo, as preferências e as habilidades de cada criança em um mundo que cobra perfeição? E o que será que essa estimulação excessiva está causando aos pequenos, benefícios ou prejuízos? Esses são pontos sobre os quais precisamos pensar...

Por Luiza Pinheiro: sócia da Clínica Base, graduada em Pedagogia pela UFMG, Especialista em Psicanálise com Crianças e Adolescentes pela PUC-MG, Especialista em Psicopedagogia Clínica e Institucional pela UEMG, e Mestranda em Psicologia pela UFMG. Referência da Clínica Base em projetos relacionados à infância.

8 comentários:

  1. Caiu como uma luva amiga!!! Já agi conforme o "normal" dito pelos livros, comparações com outras crianças e até por crendices. Depois de escutar o pediatra e levar uma bronca ao me explicar que cada criança é ÚNICA e o tempo o acompanha, portanto não há o que comparar muito menos exigir. Claro que existem parâmetros, mas o coração e o bom senso materno saberão agir. Depois disso amiga, dei um sstopada nas minhas cobranças e nas dos outros. Hoje sou menos neurótica e mais sensivel a pequenas vitorias, gostos e atitudes! Bjs bjs bjs!!

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    1. Olá amiga! Pois é, fico horrorizada por ver tantas mamães querendo seguir manual de instruções ditados por terceiros. Se nós adultos, somos cheios de erros, qualidades e defeitos, quem dirá uma criança que acabou de chegar e que precisa de alicerce para seguir adiante? Por isso, bom senso, amor e respeito são a base primordial para a criação dos filhos. E deixe que os outros sejam os outros e os nossos, sejam verdadeiramente filhos, do amor e do coração.
      Beijos

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  2. Respeitamos o tempo fas criamcas, mas qual pai e mae que ja nao imaginam um futuro promissor para seus filhos??? Rssss.. eu fico doidinha imaginando o que eles serao quando crescer....kkkkkk

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    1. Ai, Daniiiiii! rsrsrsrs
      Eu não penso nisso, sabia? Se corrigir e orientar o hoje é tão difícil, prefiro não pensar nesse lado do amanhã. Vivo o agora e oriento de forma que eles saibam se orientar e fazer escolhas certas no amanhã!
      Beijos

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    2. Ai Edi eu penso sim mas nao interfiro ou fico dizendo que tal profissao eh melhor para eles...
      Mas qdo os vejo em alguma atividade logo imagino, qdo meu filho canta penso, sera que sera cantor? Quando o outro faz algum esporte imagino, sera que sera esportista?
      Qdo faz alguma atividade escolar e gosta, fico imaginando coisas tbem.....kkkkk

      E agora que vi que escrevi "criancas" na outra mensagem e saiu com m......kkkkkkkkk

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    3. Ahahahah! Qual o seu signo, Dani?
      Eu não consigo pensar nisso ainda, acredita? Prefiro ve-los como crianças e deixar isso lá pra frente! Relaxa amiga! Tudo acontece na hora certa! Papai do Céu é quem dita!
      Beijos

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  3. Eu sou meio contra encher a vida da criança de atividades pois na verdade acho que elas tem que ser crianças, ter tempo de brincar, sei que colocamos muitas expectativas neles, mas é eles que tem que decidir o que querem para seu futuro... Vamos dar os caminhos, uma boa educação, valores, e torcer para que no final tudo dê certo e eles se tornem adultos realizados...

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    1. Amiga, disse tudo! É exatamente isso! Sem falar que cada criança tem sua individualidade e ninguém no mundo vem com manual de instrução, né?
      Beijos

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