terça-feira, dezembro 02, 2014


Pessoas são diferentes. Os antibióticos do seu filho também.


Se tem uma coisa que mãe nenhuma pode fazer é comparar o seu filho com outra criança. Assim como nós, adultos, temos as nossas particularidades e nos completamos, assim são as crianças. Elas não nascem cópia fiel uma da outra e se desenvolvem de acordo com a educação e cuidados que recebem em casa. Tudo é um reflexo de dentro pra fora, ou seja, de dentro de casa para a rua, para a sociedade. Se a mãe ensina ao seu filho que determinada situação não é favorável ou não condiz com a sua realidade, fica mais fácil dele identificar as suas atitudes e diferenciar o certo do errado. E se uma criança precisa aprender a lidar com tantas adversidades e diferenças, a mãe precisa fazer exatamente o mesmo, principalmente quando se trata da saúde dos seus filhos. Isso porque cada organismo se desenvolve de uma forma, e enquanto a criança do vizinho é mais propensa a ter alergia, o seu filho bem pode ter imunidade para se defender de um simples pólen mas estar propenso a dor de garganta por estar sempre com as mãos sujas na boca, facilitando a colonização de bactérias e consequentemente adoecendo por este motivo. E cabe a nós, mamães, entender que cada pessoa tem a sua particularidade, a sua diferença, a resistência a determinados fatores e a outros não. 


Pessoas são diferentes. Os antibióticos do seu filho também.

Por isso, quando o filho adoece e o levamos para uma consulta médica, o pediatra tem o costume de fazer um verdadeiro interrogatório, exatamente para levantar todas as situações e identificar exatamente o que está acontecendo com a saúde do pequeno, o medicando de acordo com as suas particularidades e sintomas, respeitando o seu organismo de forma cautelosa e segura. E assim acontece com a prescrição dos antibióticos, pois nem sempre o remédio que nós tomamos para uma infecção de vias áreas quando pequenos, será a mesma prescrita para o nosso filho nos dias atuais. Outro exemplo prático seria um coleguinha de escola ter adoecido e a mãe após saber que outra criança da turma ficou doente, sugerir o mesmo remédio que o seu filho tomou, achando que ele possa estar com os mesmos sintomas, justamente por estudarem juntos e um ter contaminado o outro. Essa questão de contaminação pode até existir, mas quando necessário o uso de antibióticos, nem sempre será prescrito o mesmo para todas as crianças, pois tudo vai depender da forma que o seu organismo está agindo, da bactéria que ocasionou a doença e principalmente do laudo médico investigativo que apontará o tratamento adequado, a fim de tratar a doença de forma eficaz e controlada. Portanto, a automedicação deve ser abolida e temida por pais e mães sem cogitar a hipótese de que o que faz bem para uma criança, fará igualmente para a outra. Isso tanto relacionado ao antibiótico, como a sua dosagem e horários prescritos através do receituário médico. Se o pediatra orientou o uso de quatro em quatro horas, é porque aquela bactéria precisa exatamente dessa dose de ataque e tratamento e não pode ser adiada ou reduzida por conta própria. Somente o médico responsável pelo atendimento tem capacidade de avaliar cada caso e fazer a exata prescrição sem colocar a saúde da criança em risco e muito menos estar abrindo espaço para a bactéria se fortalecer agora no presente e ocasionar um transtorno muito maior no futuro.

Então o pensamento é muito simples, pois se nem tudo aquilo que serve pra um, servirá para o outro, o mesmo pode ser utilizado para fundamentar a idéia de que o antibiótico do nosso filho nem sempre será o mesmo do irmãozinho, do coleguinha, do priminho ou do vizinho. Por isso, mamães, cautela é tudo e a indicação de terceiros é nada, ok?

Bora respeitar a opinião médica e fechar as barreiras para os achismos?

Beijos




8 comentários:

  1. Super Apoiada Amiga!! Inclusive eu cheguei a pecar em pensamento com os meninos aqui....lógica do desespero:"...são os mesmos sintomas então posso usar o remédio de um no outro..." Graças a Deus que ´juízo tomou conta do ser aqui...levei o menino ao médico e por coincidência o remédio era o mesmo, MASSS a quantidade(ml) e a frequencia eram totalmente diferentes!! Sempre é bom tocar nesse assunto amiga! Obrigada!!!

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    1. Amigaaaaa, parabéns por vencer o pensamento e procurar um médico!!! Remédio só com prescrição!!!!
      Beijos

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  2. Cada criança é única.... e remédios só com indicação de um especialista....

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    1. Perfeito, Li! Está certíssima!
      Beijos

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  3. Achismo em caso de doença nunca!!!!

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    1. Isso mesmo, Claudia! Remédio somente com prescrição médica e seguindo a mesma!
      Beijos

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  4. Otim informacao!!!!
    Qqer remedio soh com receita medica!!!!!
    Bjos

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