quarta-feira, dezembro 10, 2014


Uso excessivo de antibióticos na infância

Hoje o post chega em forma de desabafo e alerta para todas as mamães que me acompanham e que querem o melhor para os seus.


Durante toda a minha infância, fiz uso de antibióticos fortíssimos pois tinha a saúde debilitada e adoecia com muita frequência. Cheguei a ficar internada diversas vezes em função de pneumonia e outras complicações que iam surgindo, onde recebia doses altíssimas de diversos antibióticos. Lembro-me como se fosse hoje, com duas talas nas mãos, uma protegendo o soro e a outra protegendo a medicação venosa que recebia durante todo o tempo de internação. Passado um tempo meu organismo começou a se fortalecer em relação às infecções das vias áreas mas não me defendia das terríveis infecções urinárias que me acometiam principalmente na época de inverno rigoroso em Curitiba, cidade que nasci e cresci. Desta forma, novamente fazia uso de antibióticos, inclusive sem prescrição médica, já que a minha mãe achava que utilizando os remédios da sua farmacinha ambulante poderia me curar de todas as doenças do mundo, dispensando um diagnóstico médico apurado. E assim cresci, sempre tomando remédios fortes, geralmente antibióticos, daqueles que ainda amarelavam os dentes e acarretavam efeitos colaterais desconfortáveis e digamos que maldosos para com uma criança. Passado o período da minha infância e adolescência, iniciei a fase adulta imaginando que não adoeceria mais com tanta frequência e nem seria obrigada a fazer uso de tantos remédios, como fiz no passado. Mas a realidade não foi bem por aí. Mesmo já na casa dos vinte e poucos anos e daí pra frente, a infecção urinária insistia em aparecer, me obrigando assim a novamente fazer uso dos antibióticos, inclusive no período gestacional. E foi na segunda gravidez, ainda com a Emmie no ventre que descobri que aquelas infecções urinárias tratadas por conta própria da minha mãe no passado, haviam resultado numa super bactéria, esta resistente e persistente que ganhou a batalha contra vários antibióticos que precisei tomar, inclusive aqueles que segundo os exames de urina asseguravam que poderiam combate-la mas que não o fizeram porque o meu organismo já havia sido comprometido pelo uso excessivo de medicamentos no passado. E para piorar a minha situação e me deixar totalmente aflita, os médicos me informaram que de uma gestação tranquila e saudável, eu estava entrando na zona de risco, ou seja, sendo considerada como uma gestante de risco, justamente pelo fato da infecção urinária acarretar num parto prematuro ou aborto. Deu pra imaginar o meu desespero, né? Fiquei muito abalada e por orientação da minha obstetra, procurei um urologista que só veio a reafirmar tudo o que eu havia ouvido e que inclusive eu teria que fazer um tratamento com antibiótico de uso contínuo até o nascimento da Emmie, para tentar controlar a infecção e assim evitar o nascimento prematuro ou mesmo o aborto, termo este que me arrepia a alma e me deixa em choque até hoje. Enfim, mesmo com todo o suporte médico e cuidados que tive durante a gestação, não consegui segura-la até o final, tendo a bolsa rompida ainda com 33 semanas de gestação, fato ocasionado pela maldita bactéria que aderiu a parede do trato urinário e não foi derrotada por nenhum dos antibióticos que tomei do início da gestação até a notícia do rompimento da bolsa. O susto foi grande, a dor no coração de expor a minha pequena ao risco maior ainda, mas como ela já estava com estatura maior do que corresponderia as 33 semanas, nasceu fortinha e conseguiu se recuperar num período de tempo curto, tendo alta comigo e me livrando da dor de ter que deixa-la no hospital e sofrer a tortura do afastamento, insegurança e medo. Agora deu pra imaginar o que o uso de um antibiótico errado pode gerar na vida de uma criança, se extendendo ao longo de toda a sua vida? É um erro irreparável medicar alguém por conta própria achando que se está fazendo uma grande ação, quando na verdade está a colocando numa situação de risco e grave, diga-se de passagem. No meu caso, foram duas vidas em risco, já que estava grávida e tudo que acontecia comigo automaticamente afetaria a minha pequena ainda dentro da barriga, frágil e indefesa. Por isso, deixo aqui o meu desabafo e o meu apelo para não ouvirem terceiros, não confiarem a saúde dos seus filhos nas mãos de pessoas despreparadas e muito menos usarem antibióticos que sobraram de um tratamento passado, ou mesmo que ganharam e guardaram para "emergências", colocando tudo a perder para uma criança que só tem a mãe e o pai como verdadeiros guardiões, tutores e alicerces. Quer fazer o bem pelo seu filho? Pague uma consulta, um plano de saúde ou procure uma unidade de saúde próxima a sua casa e obtenha o tratamento adequado e seguro diretamente de um profissional da área médica, aquele que estudou anos e anos para tratar o ser humano com segurança e eficiência e dedicação. Faça uma limpa nos armários de casa e descarte todo e qualquer tipo de antibiótico que encontre pela frente e confie somente no médico com CRM, habilitado e preparado, passando longe dos "médicos virtuais", "Dr Google" e afins. Com saúde não se brinca, mas se cuida, se ama e se protege! Vamos aderir à luta pelo bem, pela infância saudável, pelo verdadeiro amor, aquele que cuida, protege e guarda! Vamos ser mães de verdade?

Obrigada!






6 comentários:

  1. Super apoiada Amiga!! Eu e as minhas irmãs tb tivemos a infância acompanhada de antibioticos e isso causou um bom estrago como vc relatou. Hoje evito ao máximo medicar os meninos e já deixei os achômetros lááá na esquina procurando um carneiro para fazer chapinha!!! Hoje respeito a saúde e mesmo que demais pessoas achem uma frescura, levo os meninos no pediatra sim. Por aqui tenho dois anjos: o pediatra tradicional(mudei dps da doença de kawasaki) e a pediatra homeopata. Um abraço carinhoso!

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    1. Isso mesmo!!!! Antibiótico e achômetro tem que ficar bem longe da gente! Gostei de ver!
      Beijossss

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  2. Oi Edi...apareci.
    Sabe eu ando mais afastada das redes sociais e m dos motivos é a saúde.
    As vezes penso mesmo ser a idade e os hormonios, mas será? Estou dizendo isso porque andei pensando em como foi minha infãncia. Tomei antibióticos durante 13 anos. Nasci com um problema que se agravou aos 8 meses de nascida e foi até meus 13 anos, pois os médicos não descobriam. E também depois foi o sofrimento com as amígdalas. Sabe meus dentes acabaram...poucos são meus, fora os que tive que extraí que eram de trás. Então me fez repensar se esses 13 anos de antibióticos não prejudicaram meu organismo ao ponto de interferir agora. Olha falta de cuidado e médico não foi, minha mãe e meu pai mesmo passando algumas dificuldades e tantos problemas em família nunca me deixaram sem atendimento, sempre correndo comigo e procurando achar uma solução. E se você perguntar ...Ivone como você sarou? ninguém sabe....simplesmente quando me tornei mocinha com minha primeira menstruação as coisas começaram melhorar e simplesmente sumiu :/ Bem é seguir em frente né? Beijos Edi e já desejo uma linda semana, tenho que por o intagram em dia, mas primeiro vou na sua page. Beijos no príncipe e princesa e todo reinado <3

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    1. Amiga, força na peruca! Nada é fácil mas também não é impossível!
      Eu tenho trauma de antibióticos e corro deles, amiga! Só se não tiver como escapar mesmo!
      Beijos

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  3. Quando criança tomei muito antibiotico também , vivia doente, tive de tudo .... Hj tento fazer totalmente diferente com meu guri, ele só toma em extrema necessidade , é que algumas doenças só o antibiotico resolve como a escarlatina que ele teve... Uma época também tive várias infecções de urina recorrentes e fiz um tratamento de 6 meses tomando macrodantina, indicado pelo meu urologista ....

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    1. Está certíssima, Li! Graças a Deus tem consciência e cuida muito bem do seu filho! Super apoiada!
      Antibiótico só em último caso e se prescrito pelo médico!
      Beijão

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Em breve responderei o seu comentário! Obrigada :-)

 
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