domingo, janeiro 11, 2015


Bebê Prematuro na UTI

Mãezinha de prematuro não é mãe é rocha. Além de passar por um parto sofrido pela cesárea de última hora e pelo sentimento de não saber como o bebê vai sair de dentro da sua barriga, ainda temos que enfrentar a dor do pós-parto com a dor da separação do filho, do seu pedaço que foi embora pela interrupção da gestação. 

Quando Emmie foi arrancada dos meus braços para ser levada para a UTI a sensação era de ter perdido verdadeiramente um pedaço do meu corpo e do meu coração. A insegurança que invade a alma e que nos tortura é muito mais dolorida que qualquer outra dor. Ficar numa sala de recuperação, isolada do mundo e sem saber o que realmente está acontecendo com nosso filho lá fora, serve pra deixar qualquer mãe louca e desestruturada. 

Pra mim, foram as piores horas da minha vida, pois eu precisava saber que ela estava viva, respirando, livre de dor e mais que isso, eu precisava muito dizer pra ela que eu não a tinha abandonado ou a tirado de dentro de mim porque não a queria mais e sim que aquela situação era para o seu próprio bem e para lhe poupar a vida. 

Depois da liberação para o quarto, o corte da cesárea, a hérnia, a pressão descontrolada, o coração acelerado e a dor não foram suficientes para me segurar numa cama, longe da minha filha. Eu me arrastava, me contorcia, e tinha somente um foco e destino - o caminho do elevador que me levaria até a porta da UTI, para interfonar e implorar que abrissem a porta para estar com a minha pequena. Depois de adentrar aquela porta, a única coisa que me importava era estar ali, ao seu lado, esquecendo a dor e me agarrando ao seu amor. 

Depois disso, o que mais me torturava e ao mesmo tempo me ensinava, era aprender a esperar e acreditar que ela ganharia cada grama necessária para ficar livre da UTI e no aconchego dos meus braços. 

Só nós, mães de UTI para entender e valorizar cada graminha que o filho ganha ou perde enquanto estão de passagem por lá. Se um dia comemoramos que o filho ganhou dez gramas, no outro choramos porque perdeu duas. 

Pra mim a prova final foi quando Emmie precisava ganhar apenas 15 gramas para subir para o apartamento comigo. Como controlar a ansiedade, a tensão, o medo e o nervosismo para transmitir somente vibrações positivas e de amor para o bebê? É muito complicado lidar com tantos sentimentos de uma única vez e aprender a controla-los para não prejudicar a recuperação e evolução do seu anjinho. Mas nós conseguimos, tiramos de letra, aprendemos e depois concluímos que experiência assim acaba nos evoluindo e nos acrescentando o real sentido da vida, do amor e da dor. E hoje com a minha pequena guerreira nos braços, posso dizer que de tudo que vivi, eu só carrego o amor.

Beijos




4 comentários:

  1. A luta foi grande mas graças a Deus saiu tudo bem com o seu anjinho! O amor de mãe cresce a cada obstáculo que a vida nos prega!

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    1. Exatamente!!! O amor supera e nos faz mais fortes e confiantes! Emmie é o meu orgulho, Isabel! Um beijo

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  2. O legal de toda essa situação é a superação e vitória, e claro também o crescimento que acarreta nas nossas vidas, mas nada que o amor e dedicação não supere.... E está ai o Milagre divino essa menina linda que irradia encanto....

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    1. Muito obrigada pelas lindas palavras, amiga!
      É exatamente isso!
      Beijos

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