quarta-feira, maio 03, 2017


Breve visão atual do Transtorno do Espectro Autista - TEA




Segundo a 5ª edição do Manual de Diagnóstico e Estatística de Doenças Mentais, de 2013 (DSM-5), Transtorno do Espectro Autista (TEA), é definido como um quadro que apresenta déficit persistente na linguagem (verbal e não verbal), interação social, e pela presença de interesses e atividades restritas e repetitivas. Acredita-se que sua causa é multifatorial, dependendo de fatores genéticos e ambientais. Entretanto, até o momento, não se conhece o que realmente leva um indivíduo a desencadear TEA. 

Clinicamente, os indivíduos com TEA são diferentes entre si (exceto pela presença do transtorno de linguagem e os interesses restritos e repetitivos). Alguns podem ter os sintomas se manifestando de maneira mais sutil, enquanto outros podem ter manifestações clínicas mais graves, mais intensas. Por isso a definição atual do transtorno como um espectro.

Observando pacientes com este diagnóstico, encontramos aqueles que possuem bom rendimento escolar, com um bom nível de cognição e com uma independência adequada para sua idade, interesses restritos sutis (muitas vezes confundidos como uma simples mania); e outros que podem ter um cognitivo muito comprometido, importante alteração de comportamento, com grave déficit de linguagem e interação social e totalmente dependentes para viver. 

Esta variedade de manifestações clínicas exige um cuidado na hora de se concluir o diagnóstico. E, como se trata de um transtorno do desenvolvimento, por vezes, é preciso de tempo para avaliar como a criança irá se desenvolver.

O diagnóstico do TEA é feito através de uma boa história e de um bom exame clínico, não sendo necessário a realização de exames para a conclusão do quadro. Os exames que, por vezes são realizados, são para descartar doenças específicas que podem ter o sintoma de autismo como parte de seu quadro clínico.

Sabe-se que não existe tratamento específico para o TEA, nem cura. Entretanto, estes pacientes se beneficiam muito com terapias multidisciplinares, com fonoaudiologia, psicologia, terapia ocupacional e psicopedagogia (indicada de acordo com o quadro que a criança apresente). O uso de medicações tem como objetivo melhorar outros quadros associados, tais como, agressividade, inquietude, convulsões, compulsões.

Assim, apesar dos inúmeros esforços e recursos investidos para a descoberta das causas e de novos tratamentos, pouco tem-se evoluído. Entretanto, investimento nas terapias e suportes multidisciplinares tem se mostrado muito benéfico para estes pacientes e suas famílias que, quase sempre, são muito fragilizadas.

Em breve, mais informações para vocês!

Por Dr. Rafael Guerra, neuropediatra do Complexo Hospitalar Edmundo Vasconcelos.

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