quinta-feira, junho 01, 2017


Precisamos falar a verdade sobre ser mãe

Quando eu era pequena, achava que ser mãe devia ser a coisa mais legal do mundo. Eu achava que ser mãe deixava a pessoa sendo quase uma heroína, quase tendo super poderes (sendo o mais legal deles poder comer doce quando quisesse ou usar um talão de cheques). Eu achava que ser mãe seria a missão mais deliciosa da minha vida e, nossa!, como eu ansiava por ter um filho um dia...

Aí eu fui crescendo e, por burrice (sim, sejamos verdadeiras, ninguém engravida “sem querer”...você engravida porque quer ou porque não se protegeu da forma correta, a tal burrice), engravidei de um namorado que a minha família inteira E amigos não gostava e foi naquele momento do “você está grávida” que eu comecei a entender o que era ser mãe.

Ser mãe não é a coisa mais legal do mundo. Ou pelo menos não para mim. Ser mãe é como andar num quarto escuro: você nunca sabe se vai bater em uma parede ou acertar o dedinho no pé da cama. Ser mãe é fazer uma jogada agora, mas saber o resultado dela daqui alguns anos, apenas. Ser mãe é viver de incertezas: será que fiz certo em castigar?, será que fiz certo em proibir de ver aquele filme?, será que fiz certo em mandar sem a lição de casa porque ela estava com preguiça e precisa aprender as consequências?. A gente se questiona o tempo todo e, meu Deus, como é martirizante se perguntar tudo isso e não ter uma resposta certa…!

Eu amo a minha filha. Madu se tornou a minha grande companheira. E meu espelho. O gênio forte dela é muito parecido com o meu. Ela tem atitudes que são iguais às minhas. As boas e ruins. Isso também é assustador. Imagine só que os defeitos que te incomodam são mostrados a você diariamente. Lidar com isso é um eterno aprendizado. Ser mãe é uma terapia de choque. Deliciosa e dolorosa. Prazerosa e um fardo. Ser mãe é uma grande ambiguidade.

Quando fui convidada pela Edi a dividir a minha visão de maternidade, imaginei que o que seria mais “comercial” seria vender a imagem de famíia Doriana (incompleta, visto que minha visao de família em casa se resume à Madu, eu, duas cachorras e um namorado que não mora em casa). Acontece que eu sou uma pessoa real. Uma mulher que trabalha (e muito!) para poder sobreviver, como muita gente por aí. Uma mãe que se pergunta todos os dias se está fazendo a coisa certa. Uma filha que ainda sente necessidade de agradar aos pais. E sendo tudo isso, seria impossível eu pintar um cenário de pôneis cor de rosa com flechas de algodão doce ao redor da maternidade.

“Mamães Vaidosas” para mim será o nosso ponto de encontro para falarmos a verdade. Para trocarmos ideias, dúvidas, experiências. Para rirmos e chorarmos juntas. Para mostrar para o mundo virtual que a internet é feita de pessoas reais. Venham comigo!

Um beijo,

Tati

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